Enfrenta o violento crepitar da labareda, Liberta-se do fumo sufocante, Agarra com determinação a agulheta, Esquece-se de si em cada instante. Revela-se inconsciente e irresponsável, Tem família e dela se esqueceu, Defende um bem que não lhe pertence, Procura a vida e ninguém o entendeu. O infortúnio chega sempre antes dele, É confrontado com a incompreensão, O egoísmo é rastilho incandescente, E nem por isso ele sente a solidão. Exausto, cai por terra, O fotógrafo registou o cansaço, O jornal disse que virou as costas à luta, Mas a sua vontade é de aço. Ele não quer notoriedade, Ele rejeita protagonismo, Ele quer combater para salvar, Porque sabe dizer ALTROISMO. O seu rosto ficou negro como carvão, O suor escavou sulcos no seu rosto inteiro, Esconde as lágrimas de alguma desilusão, Porque é HOMEM e também é BOMBEIRO.